sábado, 17 de janeiro de 2015

As aparências que enganam

O título desta postagem poderia ser o título do filme "A Garota Exemplar", um suspense, com toques de drama psicológico de tirar o fôlego, com reviravoltas do início ao fim. Contudo, ainda se esperava um pouco mais. 

No filme, o casal Amy e Nick Dunne são um casal aparentemente feliz e apaixonados que se conhecem por acaso. Ele, um caipira, como ele mesmo se define, se apaixona pela menina rica da cidade grande, e depois de dois anos de namoro resolvem se casar. 

Mas aquela paixão de tono início de relacionamento, meio que vai se acabando no decorrer dos anos, em parte influenciada pela mudança para a cidade do interior. 

Entretanto não é só sobre relacionamentos que trata o filme, seu enredo principal é o desaparecimento de Amy no dia do 5º. aniversário de casamento do casal. Assim de uma hora para outra, pelo decorrer das investigações, o desleixado Nick de marido preocupado torna-se o principal suspeito do desaparecimento de sua esposa, o que deixa em pânico, pois toda a cidade se volta contra ele e a única pessoa que acredita em sua inocência e sua irmã gêmea.
 
Bem, o resto deixo para as pessoas assistirem o filme e adorar ou detestar o final, pois o mesmo é capaz de nos revelar instintos de Amor e Ódio. Acho que essa foi a intenção da autora que inspirou o filme e do diretor, Gillian Flynn - uma admirada escritora de suspense da atualidade -, e David Fincher, que desde de Seven tem minha admiração.

Como "pano de findo", o filme discute as relações no casamento, que sobrevivem por aparências. E o papel da mídia na cobertura de casos de desaparecimento/assassinato, influenciando a investigação. 

O filme pode até nos decepcionar, em certos momentos, principalmente por uma narrativa inicial lenta, mas não deixa de ser um bom filme. E o que mais gostei foi do filme sempre apresentar o ponto de vista dos personagens principais, intercalados por flashbacks. 

Mas todo o destaque do filme vai para a interpretação da atriz Rosamund Pike que dar vida a personagem Amy Dunne, que de tão marcante e as vezes fantasmagórica, concorre ao Oscar de melhor atriz, não vai me surpreender se ganhar. 
  

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