sábado, 18 de janeiro de 2014

Jovem e Bela

No cinema europeu sempre podemos esperar algo interessante, acredito que na Europa se pode experimentar melhor os temas, ou seja, pode-se arriscar.
Em "Jovem e Bela" observa-se isso que o diretor arriscou uma abordagem mais intimista ao falar da Adolescência e da sexualidade, num olhar feminino.
No filme a Jovem Isabelle acaba de completar 17 anos é solitária, melancólica e não tem muitos amigos. Sua companhia e cumplicidade encontra no irmão mais novo, com quem divide todos os seus segredos.  Em suas férias de verão, perde a virgindade com um garoto sem muita importância, mas acredito que esse fato a marcou profundamente, pois percebeu cada vez mais que não fazia sentido a vida que levava, assim ao voltar das férias cria-se uma personagem Léa, vivida pela própria Isabelle. E assim divide seu tempo, entre a escola e seu "trabalho", como a garota de programa Léa. 
Talvez o risco e a experiência nova pudesse trazer alguma resposta para sua vida, triste e melancólica. Entretanto, continuou se sentido suja e fora do mundo, cuja a única satisfação era satisfazer o imaginário de seus clientes, essa novidade acada encontro lhe atraia. Sua mãe tenta fazer seu melhor, mas é distante e não compreende Isabelle, seu Pai é uma pessoa distante, vive em outro País e com outra Família. Seu padrasto tenta se aproximar, mas acha que o melhor é não se envolver na educação dos filhos esposa (mãe de Isabelle), que faz de tudo para afastá-lo enquanto uma figura masculina, de autoridade para seus filhos.
O filme tem uma delimitação de tempo clara, pois se desenvolve durante as estações de ano. E alguma coisa não pode negar Isabelle tenta, mas não consegue ser uma Adolescente dita padrão.
O filme tem, em minha opinião, muitas falhas de roteiro é interessante mais ser original. Não assistirei  novamente. 

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