sábado, 16 de agosto de 2014

Amante à Domicílio

Quem vê Woody Allen num gigolô em início de carreira em "Amante à Domicilio", vai pensar que essa é o mais novo trabalho desse talentoso diretor. No entanto, mesmo o filme sendo em Nova York, tendo aquela trilha sonora sensacional, tendo texto e produção característico de Allen, este trabalho é de John Turturro. 
Neste meio drama e meio comédia, tem o estilo de Allen. Se passa em Nova York, onde um senhor de meia idade (Allen), em conversa sobre sexo com sua dermatologista - a sensual e carente doutora Parker ( Sharon Stone) - percebe que pode ter uma nova profissão, uma vez que seu negócio, uma pequena livraria de livros raros está falida. 
Assim Murray (Allen), indica seu funcionário Fioravante (John Turturro),  a quem conhece desde a adolescência para ser o amante do momento, para uma experiência de um Menagé à Trois entre a Doutora Parker e sua amiga, a llinda Selima (Sofía Vergara). Assim começa o sucesso do amante Fioravante, sendo desejado por todas as mulheres, principalmente as mais maduras. 
Uma das grandes preocupações de Fioravante é que ele se considera feio demais para ser uma amante, ou no mais popular mesmo, um garoto de programa. Contudo, Murray, o convence dizendo que ele tem a masculinidade que as mulheres procuram, que a meu entender no filme, seria o carinho e a atenção, o que não deixa de ser a verdade, todas as mulheres sempre querem mais carinho e atenção, mas principalmente a que a escutem. 
Mas todo esse sucesso como amente das mais variadas mulheres muda de sentido, quando Fioravante conhece Avigal (Vanessa Paradis), uma viúva judia, por quem acaba se apaixonando, mas suas diferenças religiosas são um empecilho para esse romance. O que trará algumas confusões, principalmente para Murray, que foi o cupido desta relação. 
O filme tem ótimas cenas, uma bela fotografia, e uma adequada trilha sonora. Quem adora o estilo de Woody Allen vai adorar esse roteiro, que pode ter seus defeitos, mais sinceramente, e muito gostoso de assistir para se divertir.
Recomendo!!!
   
 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Estranha Obsessão

Está obra cinematográfica é simplesmente sensacional, seu andamento não é convencional, mas o espectador é compelido a viver a vida e os pensamentos do personagem Tom Ricks - aqui interpretado brilhantemente Ethan Hawke. 
Muitos espectadores podem não gostar do filme, por ter um enrendo focado no subconsciente deste personagem, um professor norte americano que viaja a Paris atrás de um novo encontro com sua família. No entanto, uma ordem de restrição judicial impede de se aproximar de sua ex-esposa e sua filha, o que leva a agora somente observá-la a distância, pois a tentativa de reverter essa restrição judicial são remotas, em virtude fundamentalmente de seu passado sombrio.
Tendo seu objetivo principal de sua viajem não realizado o personagem se perde pela cidade de Paris e fica ainda mais delicada sua situação ao ser assaltado, perdendo sua bagagem e dinheiro. Assim procura abrigo e emprego num pequeno hotel em Paris, servido de vijia numa atividade certamente ilegal. 
Na tentativa de ter de volta sua rotina e inspiração para voltar a escrever, pois é um autor de apenas um único romance, conhece Margit uma misteriosa mulher que envolve Tom num trama psicológico, tornando assim uma inspiração para esse professor - autor literário. Seu trama psicológico reforça uma tese, o sexo e a tragédia deve ser a inspiração de seu novo livro, pois a perda, a conquista, o Amor, o Sexo e as grandes tragédias românticas são temas instigantes na literatura.
Desse jeito, o personagem desenvolve uma obsessão por está mulher, pois se torna o único meio para trazer novamente sua vida a normalidade. 
Entretanto essa nova amente e musa inspiradora não torna-se a única nova mulher na vida de Tom, pois o mesmo se envolve com a linda polonesa Nathalie, que vem a ser a esposa do dono do hotel em que mora, que trabalha em atividades certamente ilegais. Nathalie é uma mulher, jovem, encantadora e sonhadora que ver em Tom o homem que pode trazer esperanças de uma vida que sempre idealizou, contudo Tom não está preparado, pois sua mente é delirante, acreditando assim que o maior perigo de sua vida é ele mesmo, pois tudo que toca se destrói.
Essa trama, com toques de surrealismo, não tem em mutos sentidos uma explicação lógica, mas seu diretor consegue transitar harmoniosamente entre o Drama, Romance e o Suspense. 
Assim assita esse filme, não procure nele qualquer explicação e simplesmente aprecie cada minuto.  
  

quinta-feira, 10 de julho de 2014

"Esse é o Pará que a gente faz".

A Segurança Pública no Estado do Pará beira o caos. A duas horas os policiais militares do CIOP/PA negam deliberadamente atender minha ocorrência Policial de Número 693 no Bairro de São Brás. Dar para ouvir brincadeiras e chacotas para com o cidadão. E nenhuma providência é tomada. Dessa maneira o estado de insegurança Pública só se agrava. Só tenho a dizer que como cidadão fui ofendido e desrespeitado. Esses policiais que não horam sua farda, pois se negam até mesmo a se identificar, são covardes e não aprenderam que a Segurança Pública é um dever do Estado e um direito de todos os cidadãos. Vou pensar nisso nas eleições de outubro.

Enquanto isso a página da Polícia Militar do Estado do Pará no link da Corregedoria da PM. Totalmente fora do ar (Como pode-se ver na imagem, acima), isso é um deboche para com a população, pois nega o mínimo de informação para a denúncia destes policiais. 
Como diz o slogan do Governo: "Esse é o Pará que a gente faz". 

terça-feira, 8 de julho de 2014

Depois da Derrota...reflexões a ser fazer.

Hoje tenho certeza que testemunhei um momento histórico, nunca tinha presenciado uma derrota tão vexatória da Seleção Brasileira. Uma derrota por 7 x 1 nem nos maiores pesadelos. 
O futebol é um esporte coletivo e o maior erro foi apostar exclusivamente num único talento, este esporte é apaixonante pelo poder do trabalho e da competência, mas sobretudo pelo trabalho coletivo. Nossa seleção se apequenou hoje, vai ter que melhorar muito nos próximos anos para tentar apagar esse derrota e este sentimento de derrotismo para voltar a ser campeão. 
A Alemanha mostrou hoje o ápice do que é trabalho, planejamento e estratégia num trabalho coletivo, uma  verdadeira equipe, e o que impressiona que a todo momento jogou sério e como se diz na gíria do futebol sem "firulas".
Organização e planejamento foi o que a Alemanha mostrou hoje, e está mostrando ao mundo não apenas no futebol, mas nas artes, nas ciências, no respeito ao Meio Ambiente e na educação. O conjunto da obra é que me traz vergonha e humilhação.
Nesta Copa se falou muito da falta de equilíbrio emocional de nossos jogadores, mas o que faltou foi um trabalho sério, pois não somos uns artistas da bola, não ganhamos nada há muito tempo, nem nossos clubes em torneios internacionais. Para completar, a Confederação de Futebol é uma das instituições mais corruptas do país, onde não interessa a emoção e a paixão do torcedor, mas o dinheiro nas caixas registradoras. Neste ambiente não se poderia esperar trabalho e organização.
O legado desta copa....só podemos esperar para daqui a alguns anos, sendo uma Alemanha, mas não no futebol. 
Sonhar não custa nada.  

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Uma Tarde de Futebol


sexta-feira, 20 de junho de 2014

0 x 0

Como é possível parar um país inteiro por mais uma tarde? A Copa do Mundo é um evento comercial, torneio de férias, disputado por alguns dos maiores jogadores do mundo, milionários que receberão altos prêmios, além dos patrocínios por conta da festa.
Como parar um país inteiro? Desde o meio dia, a população deixou seus empregos. Bancos pararam. Comércio. Serviços públicos apenas com emergência. A multidão em festa nem se queixou de engarrafamento. Entalados nos calorentos ônibus, ainda assim alegres, contentes. Nos meios de comunicação uma barreira estrondosa de comerciais com o tema da Copa. Nossos craques, ídolos, promessas de descontos, preços, promoções. Parece que vamos todos para uma festa. Gritar gol, ver show de bola, tomar algumas, vestir verde e amarelo, juntar amigos, família, fazer novos amigos, abraçar amorosamente pessoas que nunca havíamos visto antes.
A cidade está parada. Não há trânsito aqui no centro. Um silêncio intenso toma conta das esquinas acostumadas a freadas, buzinas, fumaça, imprecações, vento. Agora o vento está livre, sem obstáculos a ultrapassar. As ruas estão solitárias. Dá pena. Um ônibus parou e seu motorista está assistindo ao jogo. Não há passageiros. Há somente uma multidão diante de aparelhos de televisão dos mais variados tamanhos e qualidade. Está tensa, roendo unhas. De repente, todos perguntam onde está a festa para a qual foram todos convidados? O show? Os gols e jogadas maravilhosas? Onde está nosso país campeão, que ninguém vence, ninguém é maior do que nós. Podemos ter todos os problemas do mundo, nosso complexo de vira latas, mas no futebol conosco ninguém pode. Onde está?
O jogo acabou e ficou preso um grito uníssono no ar. Ficaram guardados, tristes, melancólicos, os foguetes que fariam a festa das pessoas e o horror de animais domésticos. O que se deve fazer quando o jogo acaba e nada aconteceu? Não abraçamos novos amigos. Não gritamos, não pulamos, não fomos para a Doca festejar. As famílias recolhem as cadeiras, alguém ainda quer uma saideira. Não te esquece de pagar amanhã a prestação, aquela lembra aquele, agora que nada aconteceu no jogo. Pagamos a conta? As crianças ficam quedas. As mulheres com rostos pintados de verde amarelo. Súbito, ficaram ridículas. Corre pra tirar isso da cara. De repente o lugar ficou deserto, triste. O que era festa virou sem graça. Não perdemos, não ganhamos. Sequer houve um gol. Alguns discutem a competência do técnico. Somos todos técnicos. Sabemos a melhor escalação, as substituições. Achamos um absurdo ter sido escalado este ou outro. Agora, olhamo-nos e não sabemos o que fazer. Uns beberam e agora precisam ir para casa. Hoje tem novela das oito? Outros decidem levar o cachorro para dar uma volta. Não há o que fazer. Tu não tens prova amanhã, menino? Aproveita e vai estudar! Ih, sabia que ia sobrar para mim. E tudo porque foi 0 x 0.

Como podemos parar um país inteiro? Onde vai parar a produção, os serviços? Aguardamos os comentaristas esportivos explicarem para concordarmos ou não? Deve haver países onde a Copa do Mundo também provoca toda essa paixão, mas não como aqui. Com o resultado, ficamos todos nervosos. Muito nervosos. Ah, esses meios de comunicação precisam me explicar muito bem. Me convidaram para uma festa de gols, alegria, comprovação de nossa invencibilidade. Em vez disso, o silêncio. Vamos assistir juntos o próximo jogo?

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Um Jornalista na Linha de Tiro

Já escrevi uma vez que Lúcio Flávio Pinto é uma das pessoas mais importantes para mim, pois é o responsável por me fazer compreender melhor o lugar onde nasci. Profissional dedicado trouxe o rigor científico para suas matérias jornalisticas, uma vez que todos os fatos publicados são rigorosamente checados. Esse rigor para fundamentar sua argumentação procuro trazer para meu dia a dia profissional. 
Outra questão que aprendi ao ler Lúcio Flávio Pinto é que com seu senso crítico me fez ter um outro olhar sobre a realidade social e política no qual estamos inseridos. Assim me indigna não ser protagonista de minha própria história e não lutar por um lugar mais justo para se viver, mesmo numa região onde a corrupção é rotina, e muitos de alguma maneira querem se beneficiar do poder. 
Com certeza não sou o único influenciado por Lúcio Flávio Pinto e é com muito orgulho que o vejo sendo indicado sendo indicado - há alguns meses atrás - como um dos "100 Heróis da Informação" pela Organização Repórteres sem Fronteiras. Contudo, minha felicidade por esse reconhecimento vem acompanhado com um pouco de tristeza, porque esse prêmio merecido ao Lúcio, é virtude do lugar onde em que vivemos ser um dos menos Democráticos, mais injusto, mais violento e menos ético para ser viver, em que a informação e a verdade dos fatos são escondidos pelos donos do poder. 
Certamente, num lugar assim não sonhei em viver. 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Advogados se ressentem de formação mais abrangente

29/04/2014 - Advogados se ressentem de formação mais abrangente: Avaliação da categoria sobre o currículo dos cursos de Direito no país é descortinada por tese da Faculdade de Educação

O Brasil tem atualmente cerca de 750 mil inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), número que faz com que o país conte com 393 desses profissionais para cada 100 mil habitantes. Tal proporção é muito superior à verificada na Europa, que soma 257 advogados para cada grupo de 100 mil moradores. Do ponto de vista quantitativo, os brasileiros não têm do que se queixar quando precisam dos préstimos de um desses operadores do Direito. Entretanto, a quantas anda a formação acadêmica desse enorme contingente? A resposta pode ser encontrada na tese de doutorado da pedagoga e advogada Tania Alencar de Caldas, defendida recentemente na Faculdade de Educação (FE) da Unicamp. Segundo o estudo, embora 56% dos entrevistados tenham declarado que se sentiam satisfeitos com o curso que fizeram, uma parcela significativa se queixou de deficiências no currículo, como a carência de atividades práticas e o insuficiente incentivo à pesquisa.

Denominado “Egressos de cursos de Direito: Visão dos aprovados no exame da Ordem”, o trabalho de Tania contou com a orientação do professor José Camilo dos Santos Filho, fundador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Superior (Gepes) da FE. A autora explica que um dos objetivos da pesquisa era conhecer o perfil dos que ingressaram nos quadros da OAB no primeiro decênio deste século, bem como a visão do grupo acerca do Exame de Ordem. Outra intenção era trazer à tona as percepções desses profissionais sobre os conhecimentos proporcionados pelos currículos dos cursos de Direito, oferecidos tanto por instituições públicas quanto privadas. Para levantar esses dados, a pesquisadora teve que cumprir um longo caminho.

Inicialmente, Tania entrou em contato com a OAB nacional, com o propósito de obter os e-mails dos advogados, para o envio de questionários online. Ela foi encaminhada, então, às seccionais estaduais. “O contato com as representações da Ordem nos estados foi marcado por certas dificuldades. Algumas seccionais demonstraram boa receptividade ao trabalho, mas outras nem tanto. O principal argumento das que apresentaram resistência era de que não poderiam fornecer o endereço eletrônico de seus associados a terceiros, por questão de sigilo”, explica. Depois de muito negociar, a pesquisadora finalmente conseguiu uma relação com 8 mil e-mails, possibilitando a seleção de 4.850 endereços.

Tania Alencar de Caldas

O passo seguinte foi enviar aos advogados questionários online com perguntas fechadas e uma Escala de Atitudes contendo 45 assertivas. Este último instrumento, conforme a autora da tese, foi validado em pesquisa desenvolvida pelo Gepes, no período de agosto de 2010 a julho de 2011, sob a coordenação da professora Elisabete Pereira, com auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e da qual Tania também participou. As assertivas, observa a autora da tese, abordaram três principais pontos em relação aos currículos dos cursos de Direito: formação geral, formação profissional e formação básica. “Além disso, duas perguntas abertas proporcionaram análises qualitativas sobre o Exame de Ordem e reflexões sobre o curso de Direito”, pormenoriza a advogada e pedagoga.

De acordo com ela, 1.225 profissionais responderam às questões formuladas, o que possibilitou uma análise estatística significativa, com erro amostral inferior a 3%. Em relação ao perfil dos advogados, a pesquisadora apurou que o maior percentual deles tem entre 20 e 29 anos, que 56,7% pertencem ao gênero masculino e que 61,1% frequentaram instituição privada. Do universo consultado, 39,9% declararam ter prestado o Exame de Ordem uma única vez e 48,3%, duas vezes. “Nós também identificamos as razões que levaram os advogados a optar pela carreira. As alternativas mais assinaladas foram ‘amplitude de oportunidade de atuação profissional’ e ‘admiração pela advocacia’”, revela a autora da tese.

Em relação à escolha da faculdade, prossegue Tania, o estudo aferiu que o parâmetro que orientou a opção da maioria (64,7%) foi o da “instituição de ensino conceituada”, a despeito de ela ser pública ou privada. Quanto à percepção dos advogados sobre a qualidade dos cursos de Direito, a pesquisa chegou ao seguinte dado: 56% dos consultados disseram que ficaram satisfeitos com o ensino oferecido. Dentre as características positivas destacadas por eles apareceram “bons professores”, “desenvolvimento do raciocínio jurídico” e “currículo amplo e abrangente”. “Ao mesmo tempo, um número significativo de pessoas apontou como pontos negativos a carência de atividades práticas e o pequeno estímulo à pesquisa”, comenta Tania.

Na interpretação da autora do trabalho, o retorno dado pelos advogados que iniciaram suas atividades profissionais no primeiro decênio do século 21 aponta para a necessidade de uma reformulação dos cursos de Direito no país. “Pelas respostas abertas foi possível identificar, por exemplo, a necessidade de um curso focado na interdisciplinaridade, que possa proporcionar uma formação mais abrangente aos advogados. Muitos egressos se queixaram de um ensino muito fragmentado”, aponta Tania. Além disso, continua ela, os pesquisados relacionaram outras carências, como a reduzida ênfase na formação humanística, crítica e ética.

Com relação à estrutura curricular, observa a advogada e pedagoga, uma parcela importante dos participantes do estudo fez referência a um currículo rígido e desatualizado. Os advogados mencionaram, ainda, o fato de os cursos contarem com professores desestimulados, entre outras deficiências. “O cenário traçado pelos profissionais consultados explica, em boa medida, a tão discutida crise do Direito, que vemos com certa frequência nas páginas dos jornais, principalmente quando ocorrem os exames da OAB. Afinal, a prova não exige nada além dos conhecimentos adquiridos ao longo do curso, mas somente um pequeno número consegue a aprovação. Ademais, o Exame de Ordem se configura como uma autêntica avaliação externa, portanto, é importante que as instituições de ensino superior levem em consideração o desempenho de seus egressos nesta prova, objetivando esforços de reformulação e atualização curricular”, pondera. Conforme dados da Ordem, 81,5% dos bacharéis que prestaram a prova entr e 2010 e 2012 foram reprovados.

Tania considera que essa crise ainda deverá ser tema de discussões por um bom tempo. Ela assinala, no entanto, que fases marcadas por adversidades também são geradoras de oportunidades. “Penso que é o momento da sociedade e dos atores mais diretamente ligados ao ensino jurídico promoverem uma reflexão que leve ao aprimoramento dos cursos de Direito no Brasil. Particularmente, eu defendo a ideia de estender o curso em um ano, para que haja tempo necessário para promover uma formação mais ampla dos bacharéis e proporcionar-lhes a chance de unir teoria e prática ainda nos bancos escolares. Obviamente, não se trata de uma mudança trivial. A proposta certamente é complexa, mas acredito que ela mereça ser considerada”.

História

A lei que instituiu o ensino jurídico no Brasil data de 11 de agosto de 1827. Os dois primeiros cursos de Direito foram instalados nos estados de São Paulo e Pernambuco, em 1º de março e em 15 de maio de 1828, respectivamente. O Curso de Ciências Jurídicas e Sociais da Academia de São Paulo e o Curso de Ciências Jurídicas e Sociais de Olinda representaram um marco na história do país, dado que tinham o propósito de formar integrantes da elite administrativa brasileira. De acordo com o Censo da Educação Superior, em 2010 existiam 1.092 cursos de Direito no Brasil, distribuídos em 144 instituições públicas e 948 escolas privadas. Ao todo, eles abrigavam cerca de 700 mil estudantes.

Depoimentos de pesquisados

“A graduação deve visar o equilíbrio, mas, sobretudo, deve despertar o interesse do graduando em Direito, a realizar pesquisas incentivando-o ao pensamento técnico-jurídico, aplicando os entendimentos jurisprudenciais e doutrinários, sem se afastar da criatividade, de forma a torná-lo um veículo ‘inovador na área jurídica’”.

“A multidisciplinariedade é fator fundamental para o Direito, já que lida com o sociológico, o econômico, o cultural. É importante que haja várias disciplinas no curso de Graduação, para que o aluno possa ter uma visão geral de todos os aspectos que o Direito abrange”.

“Entendo que o currículo de um curso de Direito deva ser, na medida do possível, o mais abrangente possível, de modo que o aluno desenvolva competências multidisciplinares que serão importantes para o exercício profissional”.

“O que queremos significar como profissional–cidadão é o desenvolvimento de um posicionamento reflexivo no trato com a especificidade do conhecimento da área profissional e suas consequências para com a sociedade e para com o mundo contemporâneo”.

Publicação

Tese: “Egressos de cursos de Direito: visão dos aprovados no exame da Ordem”
Autora: Tania Alencar de Caldas
Orientador: José Camilo dos Santos Filho
Unidade: Faculdade de Educação

Texto: Manuel Alves Filho
Fotos: Antoninho Perri
Elza Fiuza/ABr
Jornal Da Unicamp
Fonte: Esteta - São Paulo/SPNotícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:37 hs de 29 de Abril de 2014. 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Erros Irreversíveis

Quem está procurando um bom divertimento que envolve investigação policial e uma boa dose de filme de tribunal - se há que existe este gênero cinematográfico - indico o Filme "Erros Irreversíveis". 
É certo que o filme não é recente, pois foi lançado no ano de 2004, contudo trás uma temática ainda atual os erros do sistema judiciário. 
O filme conta história de esquilo, personagem com transtornos mentais que está no corredor da morte, quando provas surgem do passado que o colocariam como inocente de um bárbaro crime. Erros gravíssimo do julgamento vêem a tona colocando em xeque seu julgamento. 
Este enredo por si só já dar uma boa conversa e me leva a alguns questionamentos sobre o sistema judiciário brasileiro, principalmente o sistema criminal. Onde os "grandes clientes" deste sistema no país são negros e de pessoas de baixa escolaridade, no mais há a existência de pré conceitos instalados no imaginário de autoridades policiais, juízes, promotores e advogados, o qual não vêem a criminalidade enquanto fruto da falta de políticas públicas a população mais desfavorecidas.
No mais, há o tratamento degradante proferido pelo Estado a presos que possuem transtornos mentais, onde os manicômios judiciários são verdadeiros depósitos medievais, onde o ser humano são tratados em segundo plano, conforme estudo  "A custódia e o tratamento psiquiátrico no Brasil - censo 2011".
Voltando ao filme a história dos personagens se confunde com o julgamento e o final desta história é um pouco surpreendente, com reviravoltas e interesses pessoais se sobrepondo a justiça. 
Tema mais atual impossível, assim para quem ainda não assistiu não sabe que está perdendo. 
           

terça-feira, 13 de maio de 2014

Ninfomaníaca Volumes I e II

As últimas semanas com certeza me afastaram do computador, por diversos motivos. Acho que nos últimos tempos estou escrevendo menos o que é muito ruim. Contudo não poderia deixar de comentar o filme Ninfomaníaca, até por toda a repercussão gerada. Então vamos lá.
O Filme tem até alguns pontos interessantes, como a infelicidade e o sofrimento carregado pela personagem principal quando entende sobre sua sexualidade e resolve encará-la de frente.
A única relação de verdadeiro Amor que tem no filme, não envolve sexo, mas sim uma relação profundamente sentimental que nutria por seu Pai.
No mais, o filme em minha opinião é franco e não assistirei novamente, claro que com isso não quer desestimular as pessoas a não assisti-lo, pois muitos o consideraram o filme cult que merece ser visto e discutido em uma sociedade dita pós-moderna. No entanto isso para mim não quer dizer nada, pois meu comentário é o filme enquanto entretenimento e em minha opinião não foi nenhum pouco prazeroso assistir essa película. 
O diretor Lars von Trier   até trouxe bons elementos na narrativa, como mostrar o filme no ritmo de um livro ou mais precisamente um diário de uma mulher que nos seus 50 anos busca mostrar a história de sua vida. 
Não lembro se assistir outros filmes do diretor e apesar de não gostar desse seu último trabalho, o mesmo merece uma segunda chance pois explora temas complexos e isso eu admiro num cinema cada vez mais superficial produzido nos últimos tempos. 
O filme é longo por isso é dividido em duas partes, assim quem tiver disposto a assisti-lo prepare-se. Em minha opinião a primeira parte é melhor que a segunda, não sei porque a personagem é mais jovem ou se com o passar do tempo seus instintos ficam cada vez piores, revelando um sofrimento perene. Talvez isso não me agradou, não esperava final feliz ou um conto de fadas, mas um sofrimento inacabável não é o que espero ver no momento de minha vida. 
Essa foi minha impressão hoje, quem sabe em não mude de ideia com o passar do tempo e me torne insensível, contudo isso eu não quero me tornar.
 

sábado, 22 de março de 2014

Comentário sobre o Rei da Mamata.

Faz algum tempo que não comento outro assunto por essas bandas. Falta de assunto, certeza que não, talvez falta de motivação, outros compromissos sejam a explicação para essa falta de comentários que não sejam sobre cinema. 
Mas o artigo da última edição do Jornal Pessoal do jornalista Lúcio Flávio Pinto é provocadora, e não nos deixa outra opção a não ser comentar sobre sua matéria de capa, intitulada "O Rei da Mamata".
A artigo versa sobre as eleição para conselheiro no Tribunal de Contas do Município, claro que Lúcio terce crítica a atuação do governo - ou interferência - para a eleição do seu candidato, mas o que mais chama minha atenção é como age no Poder como fosse uma extensão de seus interesses e de suas relações familiares. 
No Estado do Pará, como no Brasil não há uma ditadura como se dizem por aí, mais sim uma nova definição de monarquia. Onde o "Rei" - o inquilino governante de plantão - age sem pudor para impor seus atos, seus interesses não dando a mínima para os interesses da sociedade. 
Só vamos minorar esse estado de coisas com educação e consciência política.
É minha opinião.  

sexta-feira, 21 de março de 2014

A Menina que Roubava Livros

Já faz alguns dias que assisti esse filme, mas a correria do dia a dia ainda não tinha me dado a oportunidade de compartilhar o que achei do Filme "A menina que roubava livros". Mas chegou o dia de comentá-lo, então vamos lá. 
O Filme "A menina que roubava livros" é uma história triste, mas que merece se conhecida por todos e conta um pouco do horror que viveram algumas famílias durante o período da II Gerra Mundial. No filme Liesel é uma menina incrível e corajosa que teve que ser abandonada pela mãe ainda muito jovem, foi criada por uma família adotiva que sobrevivia do recurso do governo por adotar crianças bem jovens. 
Assim Liesel cresceu sentido falta da mãe, da amargura de sua mãe adotiva e do carinho do pai adotivo, que mesmo na maior adversidade da vida consegui dar amor e conhecimento para aquela criança, que era ridicularizada na escola por não saber ler. 
Com o tempo ela aprende a ler, encorajada pelo este pai adotivo e encontra nas letras dos livros e na sua imaginação o único meio de sobreviver em meio ao caos durante a guerra. Por tudo que contei até aqui essa garotinha parece uma menina de pouca sorte, no entanto isso é uma falácia, pois a mesma tem muito mais do que sorte, pois tem coragem e uma tremenda capacidade de resistência, pois acredita em seus sonhos e consegue sobreviver com dignidade, mesmo no período de maior adversidade. Isso só um ser humano iluminado é capaz de fazer.
Recomendo!!!


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A Propriedade Intelectual em nosso dia a dia

Uso restrito
Escritório não pode usar logotipo parecido ao do INSS
Fonte: Consultor Jurídico de 17/12/2013
A imagem, símbolos próprios e nome de órgãos estatais devem ser preservados para sua utilização de forma estrita na prestação de seus serviços. Este foi o entendimento do juiz federal Rogério Cangussu Dantas Cachichi, da 1ª Vara Federal de Jacarezinho (PR), ao analisar, em caráter liminar, Ação Civil Pública do Instituto Nacional do Seguro Social contra um escritório previdenciário de Abatiá (PR).
"Ainda que nenhuma regra jurídica houvesse sobre o assunto (não é o caso, como bem destacou a inicial, esgrimindo argumentação lastreada no Código Civil e na Lei 9.279/96, de propriedade intelectual), mesmo assim o próprio senso comum não discreparia da conclusão de que não se afigura correta a utilização de símbolo muito similar ao de órgãos públicos como possível chamariz para incremento de atividades privadas", disse o juiz federal na decisão. 
O "escritório do Chiquinho" foi proibido de utilizar logotipo semelhante ao do INSS na divulgação de seus serviços. A liminar também impede que o escritório divulgue em seu site a prática de serviços que são exclusivos da Previdência Social, como a averbação de tempo de trabalho em lavoura. O site também oferecia o serviço de revisão de benefícios, que também só cabe ao INSS.
Com base nessas irregularidades, o Núcleo de Ações Prioritárias e Consultoria da Procuradoria Seccional Federal de Londrina, órgão da Procuradoria Geral Federal, argumentou que o escritório vinha funcionando como verdadeiro atravessador da Previdência no município, cobrando valores dos cidadãos para prestar um serviço que o próprio segurado pode obter gratuitamente nos balcões da autarquia previdenciária.
Rogério Cachichi determinou uma operação de busca e apreensão no escritório comandado por Francisco Assis de Lima, para que fossem recolhidos “impressos, brindes e material publicitários em geral que contenham o símbolo impugnado nos autos ou divulgação de serviços prestados pela Previdência Social”. Ele também decidiu que, ao menos em caráter liminar, o escritório está proibido de utilizar logotipo semelhante ao do INSS, impedindo-o de divulgar seus serviços.
Prefeitura
A denúncia também atingiu a prefeitura de Abatiá, uma vez que o governo municipal fez propaganda particular do escritório em blocos de nota de produtor rural. O juiz federal determinou busca e apreensão na prefeitura, para que fossem recolhidas as capas de blocos em que constasse propaganda do "escritório do Chiquinho", e impediu que o município de publicar a propaganda — em caso de descumprimento, o juiz fixou multa de R$ 3 mil por violação. Com informações da Assessoria de Imprensa da AGU.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Jovem e Bela

No cinema europeu sempre podemos esperar algo interessante, acredito que na Europa se pode experimentar melhor os temas, ou seja, pode-se arriscar.
Em "Jovem e Bela" observa-se isso que o diretor arriscou uma abordagem mais intimista ao falar da Adolescência e da sexualidade, num olhar feminino.
No filme a Jovem Isabelle acaba de completar 17 anos é solitária, melancólica e não tem muitos amigos. Sua companhia e cumplicidade encontra no irmão mais novo, com quem divide todos os seus segredos.  Em suas férias de verão, perde a virgindade com um garoto sem muita importância, mas acredito que esse fato a marcou profundamente, pois percebeu cada vez mais que não fazia sentido a vida que levava, assim ao voltar das férias cria-se uma personagem Léa, vivida pela própria Isabelle. E assim divide seu tempo, entre a escola e seu "trabalho", como a garota de programa Léa. 
Talvez o risco e a experiência nova pudesse trazer alguma resposta para sua vida, triste e melancólica. Entretanto, continuou se sentido suja e fora do mundo, cuja a única satisfação era satisfazer o imaginário de seus clientes, essa novidade acada encontro lhe atraia. Sua mãe tenta fazer seu melhor, mas é distante e não compreende Isabelle, seu Pai é uma pessoa distante, vive em outro País e com outra Família. Seu padrasto tenta se aproximar, mas acha que o melhor é não se envolver na educação dos filhos esposa (mãe de Isabelle), que faz de tudo para afastá-lo enquanto uma figura masculina, de autoridade para seus filhos.
O filme tem uma delimitação de tempo clara, pois se desenvolve durante as estações de ano. E alguma coisa não pode negar Isabelle tenta, mas não consegue ser uma Adolescente dita padrão.
O filme tem, em minha opinião, muitas falhas de roteiro é interessante mais ser original. Não assistirei  novamente. 

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O Som ao Redor

No ano passado "O Som ao Redor" foi um dos melhores filmes do ano, segundo os críticos de cinema de Belém. Isso levou minha curiosidade em assistir o filme.
Contudo, esperava mais do filme, principalmente por ter o ruído um personagem constante no filme. No entanto, o filme busca um roteiro completamente diferente do que pensava. O ruído, continua enquanto personagem, mas bem mais diferente.
A vida dos moradores de uma rua de classe média do Recife se altera quando uma milícia privada oferece segurança para aqueles moradores, mas principalmente paz d espírito. Alguns se setem aliviados, outros temem porque tem algo a esconder. Nesse pequeno microscópio da sociedade há de tudo um pouco, uma dona de casa incomodada pelos latidos de cachorro da vizinha, o pequeno traficante de drogas, o garoto mimado e playboy que realiza pequenos furtos e um velho "coronel" que manda em todos e tudo pode.
Aquela realidade de uma classe média emburrecida que se droga pelo álcool e pela maconha, vive de aparências e acha que o dinheiro da família - geralmente obtido ilicitamente - é infinito parece muito a classe média de Belém. 
O filme em sim não apresenta nenhuma novidade, seu enredo não é original, e o final nem surpreende. Mas em fim, porque foi aclamado pela crítica. Penso e só chego numa resposta possível, acho que identificamos parte da sociedade de Belém e do Pará.
 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Um Quarto em Roma

Este humilde espaço está cada vez mais dedicado ao cinema, queria ter fôlego para escrever sobre outros assuntos, mas por enquanto não tive tempo e também ânimo. Por hora, vamos comentar sobre cinema mesmo.
Assisti recentemente o filme espanhol "Num Quarto em Roma", o filme conta com o belo trabalho do diretor Julio Medem. O filme em sim se passa na maior parte do tempo dentre de um quarto de hotel em Roma, onde os personagens principais estão envoltos de pelas obras de arte do período do renascimento. 
 O filme conta-nos a história das lindas jovens Alba e Natasha que por acaso se conhecem em uma bar, mas descobrem uma afinidade instantânea. No início, são resistentes a uma maior aproximação, em virtude de seus relacionamentos, mas que logo em seguida  acabam sedendo aos seus institutos mais inesperados e acabam cedendo a paixão e o amor. 
O filme tem diálogos sensacionais e mostra como alguns seres humanos vivem uma personagem imaginário em sua vida real. Suas "máscaras" escondem sua verdadeira personalidade, mas que se desabrocham quando experimentam uma liberdade que nunca sentiram. Assim são capazes de revelar seus segredos mais interiores.
Fico impressionado como o cinema europeu é capaz de nos brindar com histórias tão diferentes, mas tão cativantes. No mais, o filme tem uma belíssima trina sonora.
Não lembro de este filme passar pelo cinema em Belém, assim recomendo que corram a locadora para poder assistir.