segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Antes da Meia Noite

Antes da Meia Noite fecha uma trilogia de um grande Romance, desses que se escreve com o "R" maiúsculo, e que nos faz refletir e pensar.
Essa estória tinha que ter um final, e um fim mais real do que esse impossível. Quando pensa-se num romance e certo que vem em nossas mentes, os Super Heroes ou o final feliz, mas no Amor, o "Felizes para sempre" não existe, e talvez nunca existirá.
No filme o casal Jesse e Celine não tem a paixão e a juventude dos seus "vinte e poucos anos", não tem o doce sabor do reencontro quando estão com seus "trinta e poucos anos", mas agora estão com seus quarenta anos, com responsabilidades, trabalho e seus filhos para educar. Deste vez Jesse quer se entender com seu filho, do primeiro casamento, quer ser presente em sua educação e na sua vida. Celine por sua vez, está em volta de dúvidas, entre aceitar um novo trabalho ou manter a sua vida, de momentos de tédio e amargura do cotidiano.
O que acontece com os personagens neste momento de suas vidas, certamente uma crise no relacionamento. No entanto, o que me chama a atenção é a capacidade de nos enxergar na vida desses personagens, em que num relacionamento a dois, as vezes perde-se a paixão, mas ganha a cumplicidade e a intimidade. Assim podemos falar de qualquer assunto, qualquer medo, qualquer rancor, do ciúme as frustrações pessoais. E isso para mim é o Amor, na interpretação máxima de seu termo.
Como ponto alto do filme, temos o belo cenário a Grécia - onde o filme foi filmado -, e a vivacidade dos diálogos, certamente ambos espetaculares. 
Para resumir esse filme fico com o trecho final da crítica de Andreia Bersot "Antes da Meia-Noite nos mostra que não existem vilões, e que o “final feliz” é buscado todos os dias, em todos os momentos, passando por todos os obstáculos e prazeres da convivência, e é justamente essa busca que faz do amor um sentimento real.". 
Filme mais do que recomendado, o tempo passa que nem nos percebemos. 

domingo, 27 de outubro de 2013

The Lives Of Others ou A Vida dos Outros

Nos meados dos anos 80, numa Alemanha ainda dividida entre socialismo e capitalismo um renomado dramaturgo e sua companheira, uma famosa atriz vivem em meio a elite intelectual na Alemanha oriental.
Entretanto a vida desse casal e transformada, quando o Ministro da Cultura se interessa pela atriz, o que faz usar em seu interesse pessoal, o poder de controle do Estado, em que tudo sabe e tudo pode. O poder de controle do Estado é tão excessivo, que limita a liberdade de expressão e a democracia, tentando limitar a população ao que pode pensar e agir.
Por esse interesse pela atriz, é designado o agente secreto Wiesler, cuja a missão é observar o casal é descobrir algo que possa prejudicar o bem sucedido dramaturgo.
No entanto há algo que o Estado não pode controlar, mesmo que ao longo da história da humanidade sempre buscou controlar, que é o pensamento de todas as pessoas. No caso em questão, o agente do serviço secreto se interessa pela vida daquele casal, de personalidades e interesses fascinantes, trazendo de certo modo, um outro sentido para a sua vida solitária, vazia e triste.
O que disse acima, não é nada em comparado com a beleza dessa narrativa, muito bem construída  com roteiro sensato e eficaz. Um filme que merece ser visto e revisto.
PS: Um dado interessante do filme é como a Alemanha trata sua história e seu passado de uma forma sincera. No filme retrata que todos tem acesso a seus registros públicos. Algo que no Brasil parece uma ficção, como no caso dos arquivos da época da Ditadura Militar. Isso é algo que devemos refletir.

Some Girl(s)

Relacionamento humano é sempre um tema muito interessante a ser abordado pelo cinema, como já foi diversas vezes.
Foi com uma grande expectativa que fui acompanhar a história de um escritor bem-sucedido que está prestes a se casar, mas antes de adentar nessa vida matrimonial resolver viajar pelo país em busca de suas ex-namoradas para retomar amizades perdidas e fazer as pazes com as brigas que tiveram no passado. Sua intenção é descobrir a verdadeira razão pelo término desses namoros do passado, mas que o faz apreender muito sobre relacionamento.
Com um elenco recheado de estrelas de seriados de Tv americana, o filme, em minha opinião, tinha tudo para ser um enorme sucesso mais peca pela falta de um bom roteiro e das verdadeiras razões dessa aventura pelo país.
Embora com personagens interessantes, como da professora universitária e sua primeira namorada o filme se perde ao longo dos minutos. 
O momento mais interessante do filme é o encontro do personagem Man - aqui interpretado por Adam Brody que fez sucesso no Brasil com o seriado The O.C - com a irmã de seu melhor amigo de infância, a qual teve um breve relacionamento, um diálogo sincero e forte.
No entanto, apesar de bons momentos o filme se perde no roteiro, principalmente nas passagens de tempo. Assim de um modo geral, o filme é fraco.