domingo, 2 de junho de 2013

Faroeste Caboclo.

O Filme Faroeste Caboclo nos mostra o que há de melhor no cinema nacional.  Dessa vez, sem piadas ou final felizes, mas é o que há de melhor no bom e velho "drama sangrento", se posso classificar o filme assim.
Para o bom do cinema, o filme não é um simples recorte dos versos de Renato Russo e com uma licença poética algumas coisas foram criadas.
O Filme teve o mérito de criar um "João de Santo Cristo"- um Anti-herói negro e pobre - que sofreu o de pior nessa vida, uma estória parecida com a de muitos jovens marginalizados desse país, que perdeu os pais muito cedo e que ficou sem rumo na vida. Isso fez surgir toda a brutalidade daquela jovem criança que mata o assassino pai num acerto de contas típico do velho oeste americano, mas dessa vez retratado no sertão da Bahia.
No filme também há temas universais, como a indiferença da classe política as mazelas da população, a corrupção policial, as drogas e uma classe média, sem sentido que consome drogas para sua diversão. Mas o que chama a atenção para o filme é o retrato do submundo do crime, com violência e cenas fortes, com personagens - como o traficante Jeremias - de forte perversidade, e que protagoniza junto com João de Santo Cristo um grande duelo final.
Na minha opinião, o filme também trouxe um mérito. Nos revelou que Isis Valverde pode fazer um papel de verdade, e não é só um rosto e um corpo bonito. Como protagonista um ator que não conhecia, Fabrício Bolivera que para mim teve uma atuação exemplar. 
Portanto, o filme é de valer o ingresso. Não é o melhor filme do mundo, não tem a violência de Quentin Tarantino, mas recomendo. 

P.S: Para relembrar os bons tempos de Faroeste Caboclo veja aqui. 

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