segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Hidrelétricas opõem procuradores ao governo federal

Procuradores do Ministério Público Federal prometem cobrar na Justiça a conta dos estragos ambientais e impactos sociais daS obras. "Quanto custa alagar dois mil km2 de área protegida na Bacia do Tapajós? Qual o valor da floresta destruída?", diz Felício Pontes Júnior, procurador do MPF do Pará. Para ele, o impacto de uma hidrelétrica não pode ser resumido ao tamanho de seu reservatório ou à população das áreas inundadas. O maior impacto é o desmatamento associado às obras. Segundo Pontes Júnior, estudo feito a pedido do Ibama concluiu que o desmatamento no entorno de Belo Monte pode chegar a 5.200 km2. Ou seja, quase dez vezes o tamanho do reservatório, de 516 km2. Segundo dados do Inpe, Altamira (PA) registrou este ano, até 18 de setembro, 1.892 focos de queimada, que precedem desmatamento, mais que o dobro de igual período de 2011 - O Globo, 23/9, Economia, p.36.

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