sexta-feira, 25 de maio de 2012

House Season Finale

Tudo na vida tem um final, e não poderia ser diferente para as coisas que nos acostumamos e gostamos. Assim como tudo na vida tem seu fim, meus programas favoritos também teu seu final. E assim, no ano de 2012 chega ao final o seriado americano "HOUSE".
Ao longo desses oito anos, um personagem egocêntrico, sarcástico e viciado em drogas, mas que ao mesmo tempo era herói e vilão. Desta maneira, acho que pode ser descrito Gregory House.
O final, não podia ser diferente do estilo de House e foi surpreendente. Neste episódio, se faz referência entre a vida e a morte, onde House acorda depois de um desmaio numa casa abandonada e em chamas e em alucinação se depara com antigos personagens da série que o questionam se vale a pena viver.  
Acredito que a eminente aproximação da morte de James Wilson (Robert Sean Leonard), tem provocado reflexões no que House necessitava para sua vida e como ser Feliz, ao seu modo é claro, em que devemos escolher nosso destino. E assim que  “Everybody Dies”.
Aos fãs, como eu, sentiremos saudades. Para lembrar-se deste seriado segue um vídeo com alguns dos melhores momentos desse incrível história.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Grey's Anatomy SeasonFinale

Essa época do ano é sempre a mesma coisa. Chegam ao fim às temporadas de alguns seriados americanos que acompanho. Dessa vez  foi Grey's Anatomy.  
Bem a 8º temporada, para mim foi muito interessante até porque chegou ao fim de um ciclo, os personagens principais terminam o período de residência médica e tornam-se cirurgiões. Mas nem tudo foi alegria e um grave acidente aconteceu e assim irão alguns personagens que nos acostumamos a assistir.
Bem, mas no final o seriado ficou um pouco LOST e agora ninguém sabe como será a próxima temporada.  Contudo, já temos uma certeza, a morte da personagem de Chyler Leigh (Lexie) o que para mim foi ruim, pois sua personagem tinha um grande futuro na próxima temporada, carismática e simpática.
Bem agora é assistir o final de criminal minds e esperar as próximas temporadas. Mas certo de que tudo tem seu fim.
Agora uma coisa é certa, já houveram finais melhores.
 

Cacique Almir Suruí, liderança do povo Paiter Suruí, sofre ameaças de madeireiros em Rondônia

Indígenas do povo Paiter Suruí, da Terra Indígena Sete de Setembro, em Rondônia - entre eles a liderança Almir Suruí - estão sendo ameaçadas de morte por madeireiros e fazendeiros que, juntamente com outros índios aliciados, estão retirando madeira ilegal da área. De acordo com Ivaneide Cardozo, esposa de Almir, os madeireiros estão mandando recados através de outros indígenas e o povo está acuado, com medo de sair das casas. “Estamos em desespero aqui. Já denunciamos, mas até agora a Funai não se manifestou!”, diz Ivaneide. Alguns indígenas atraídos pelos madeireiros chegaram a receber armas de fogo.
 
Segundo ela, uma das lideranças saiu de casa e o pneu do seu carro furou na estrada. Assim que ele encostou seu carro, um dos madeireiros parou logo atrás e começou a bater no carro, ameaçando o indígena com uma arma de fogo. “Ele só não atirou, porque logo passou um carro que também parou e ele não pôde fazer nada!”, ressalta.
 
O exército já chegou a ir para a área, mas de acordo com Neidinha, eles não têm poder de polícia para atuar em terra indígena. “Quem pode agir é a Polícia Federal, a pedido da Funai de Brasília, que até agora não fez nada! Estamos apavorados, pedindo socorro, antes que aconteça algo pior por aqui!”, afirma Ivaneide. Os indígenas escreveram uma carta pedindo apoio às instituições para ajam em favor dos indígenas urgentemente.
 
A Secretaria Geral da Presidência da República, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência e a Fundação Nacional do Índio já foram acionadas pelo Grupo de Trabalho Amazônico.

Isso não é Belo!!!

A sociedade brasileira se aproxima de alguns eventos importantes. No próximo mês acontecerá na cidade do Rio de Janeiro a conferência da ONU Rio + 20, que terá como temas de debate o Meio Ambiente e o Desenvolvimento Sustentável. 
Não muito distante, ocorrerá às eleições municipais, que determinará o futuro e o bem estar nas cidades brasileiros nos próximos 04 anos.
Por serem temas da maior relevância, deviam está na ordem do dia. Contudo, parte da população brasileira volta "os olhos", a poucas horas, para o casamento de Belo e Gracyanne. Mas o pior é que após o casamento, mulheres enlouquecidas invadem a igreja para levar para casa uma lembrança dessa cerimônia, as flores. 
Como diria o poeta Renato Russo: "Que país é esse????"

sábado, 5 de maio de 2012

ONU questionará o Brasil sobre direitos humanos


‎03/05/2012 - 09h16 - Atualizado em 03/05/2012 - 09h16
ONU questionará o Brasil sobre direitos humanos
Organização realizará em Genebra avaliação completa sobre o assunto no Brasil, exercício pelo qual todos os governos são obrigados a passar
Agência Estado
Impunidade, assassinatos, ameaças contra juízes, racismo, 6 milhões de pobres, tortura, saúde e educação precárias e trabalho escravo. Essas são algumas das acusações que o governo brasileiro terá de enfrentar no dia 25 de maio, quando a ONU realizará em Genebra avaliação completa da situação dos direitos humanos no Brasil, exercício pelo qual todos os governos são obrigados a passar. Brasília promete enviar uma ampla delegação para se defender.

Longe da imagem de crescimento e da organização de eventos esportivos, a diplomacia brasileira será confrontada com realidade pouco confortável. A ONU já publicou os documentos que servirão de base para a análise, compilação de tudo o que foi alertado sobre o País nos últimos dois anos por agências especializadas da ONU. Tais conclusões escancaram um País bem diferente da imagem da sexta maior economia do mundo. 
Para a ONU não há dúvidas de que o País ainda enfrenta “desafios enormes de direitos humanos”. A própria presidente Dilma Rousseff já evocou o “telhado de vidro” do Brasil em relação aos direitos humanos.

Segundo a avaliação, a situação da mulher brasileira é “preocupante”. Elas ocupariam os postos de trabalho mais degradantes, são vítimas da violência e têm participação em queda no Congresso. A mortalidade materna continua “alta” e as negras são as que mais sofrem. Em termos de renda, a população feminina ganha entre 17% e 40% a menos que os homens. A situação das crianças também é alvo da ONU. Segundo suas conclusões, o trabalho infantil continua “generalizado”, apesar dos esforços, e a entidade diz que muitas ainda vivem nas ruas.

A educação no País é criticada e o acesso a ela depende da região, classe social e cor da pele. A ONU se diz “preocupada” com o fato de que 43% das crianças entre 7 e 14 anos não terminam a 8.ª série em idade adequada. “O analfabetismo continua sendo problema”, aponta o documento, que cita a desigualdade entre a população branca e negra.

Assassinatos

Outra denúncia diz respeito à taxa de assassinatos. A ONU apela por medidas para frear execuções no País e alerta para as “alta taxas de homicídios nas prisões superlotadas”. A tortura ainda seria “generalizada” nas cadeias e delegacias, o que é “inaceitável”. Num documento paralelo, feito com informações de ONGs, a questão das prisões também é apontada como uma das não resolvidas no País.

Para a Anistia Internacional, o Brasil não tem adotado as recomendações da ONU. A impunidade também faz parte da realidade brasileira. A entidade estima que nenhuma medida foi tomada para lidar com os assassinatos cometidos por policiais. “A maioria das mortes nunca é investigada”, diz o documento, insistindo que a impunidade é reflexo das “deficiências” da Justiça.

Os direitos sociais também são alvo da ONU. Apesar das “medidas positivas” adotadas pelo governo para a redução da pobreza, a entidade se diz “preocupada sobre as desigualdades persistentes”. O documento aponta que o Bolsa-Família é alvo de “limitações” e pede que os benefícios cheguem aos mais necessitados. 
A moradia é outro questionamento da ONU, que aponta que, com os investimentos em infraestrutura para a Copa e a Olimpíada, o País deve garantir que os benefícios cheguem aos mais pobres.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Povos Indígenas

Dilma dificulta demarcação de terras indígenas
A presidente Dilma Rousseff criou mais uma etapa no processo de reconhecimento de Terras Indígenas (TIs): a consulta prévia ao Ministério de Minas e Energia. O resultado é que uma dezena de TIs já demarcadas e prontas para serem oficializadas está com seu destino incerto. Seis processos de reconhecimento de TIs que estavam na Casa Civil desde maio de 2011 voltaram ao Ministério da Justiça: Rio Gregório (AC), Riozinho do Alto Envira (AC), Rio dos Índios (RS), Taboca (AM), Cacique Fontoura (MT) e Toldo Imbu (SC). Outros quatro - Tenharim Marmelos (AM), Xipaya (PA), Santa Cruz da Nova Aliança (AM) e Matintin (AM) - seguem aguardando assinatura de Dilma. "Essa possibilidade não existe no processo administrativo. Quando uma área chega para homologação, todos os interessados tiveram 90 dias para se manifestar", diz Márcio Santilli, ex-presidente da Funai e fundador do ISA - O Globo, 2/5, O País, p.11.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Um Código sem floresta - O Estado de Sao Paulo 01/05/2012

Documento aprovado não representa a competição por cima, pela produtividade; não há, pois, escolha senão vetar tudo, diz ex-ministra

28 de abril de 2012 | 16h 00

Marina Silva - O Estado de S. Paulo

O Congresso brasileiro aprovou nessa semana um novo Código Florestal. As avaliações são unânimes em dizer que foi o maior retrocesso no arcabouço institucional das políticas socioambientais no Brasil desde a ditadura. Isso não é exagero ou retórica para um projeto que anistia os desmatamentos ilegais ocorridos até junho de 2008, com perdão das multas e desobrigação de recuperar o dano ambiental. Fez, está feito. Quem cumpriu a legislação, em vez de ser premiado, reconhecido, fica no prejuízo. Além disso, facilita a vida de quem quer continuar desmatando, abrindo brechas e exceções que permitem a redução das reservas legais e das áreas de preservação permanente e premiando o produtor que infringiu a legislação com acesso a crédito subsidiado do governo.

A principal justificativa é que precisamos aumentar a produção de alimentos para um mundo que já ultrapassou a marca de 7 bilhões de pessoas. Parece um objetivo nobre, mas a história não é bem assim. Basta lembrarmos que temos cerca de 200 milhões de bovinos no Brasil, que ocupam aproximadamente 200 milhões de hectares de terra. Uma produtividade de quase um boi por hectare, enquanto na vizinha Argentina esse índice chega a três bois por hectare. Estudos mostram que é possível dobrar a produtividade pecuária no Brasil a baixo custo, pois existe tecnologia acessível. Isso significa liberar 100 milhões de hectares, área bem maior que as ocupadas pela soja, cana, café, milho, arroz, feijão, batata, mandioca, etc, somadas.

Só esse exemplo mostra que é possível dobrar a produção sem derrubar um pé de árvore. É possível ainda expandi-la com a recuperação das áreas degradadas e abandonadas, que podem chegar a outros 100 milhões de hectares. Portanto, o que está em jogo não é a produção de alimentos, mas sim um modelo de desenvolvimento predatório, que maximiza o lucro no curto prazo e deixa para a sociedade um passivo ambiental gigantesco.

A escolha do Brasil se dá na encruzilhada da civilização. Não é possível ignorar os alertas da ciência para a realidade do aquecimento global e as drásticas mudanças no clima do planeta. Não podemos mais perder tempo com “bolhas” de prosperidade ilusória que custam os recursos de mil anos e se desfazem em menos de uma década. A encruzilhada da civilização é, sobretudo, de natureza ética.

A presidente Dilma terá que fazer a escolha: pactuar com esse modelo que gera degradação ambiental, privatiza o lucro e transfere os prejuízos para o restante da sociedade ou vetar o projeto e recolocar a discussão em outro patamar – o do desenvolvimento sustentável.

Vetar um projeto aprovado com o voto de boa parte da própria base parlamentar pode não ser uma situação confortável para a presidente, mas foi o próprio governo quem permitiu que ela chegasse a esse nível. Todos os relatores eram da base do governo e eram ruralistas confessos ou neorruralistas. O resultado não poderia ter sido diferente, tinha que dar num estrondoso retrocesso. Agora, entra em cena a “disputa” entre ruralistas e governo.

Já estão discutindo quais pontos podem ser vetados sem melindrar os interesses da bancada ruralista. Torcemos para que a presidente realmente cumpra sua promessa de campanha e não faça uma espécie de maquiagem legal apenas para não ficarmos tão ruim assim na foto da Rio+20. O que interessa é nosso futuro e essa foto será impossível de retocar caso o projeto seja sancionado.

O projeto anistia as áreas ilegalmente ocupadas até junho de 2008 nas matas ciliares, nas encostas de morros, em mangues, nas reservas legais de propriedades de até quatro módulos fiscais (que pode chegar a 440 hectares, dependendo da região do País) e muitas outras áreas sensíveis. A anistia está espalhada em inúmeros artigos e parágrafos ao longo de todo o projeto. Muitos deles não podem ser vetados sem, com isso, subtrair igualmente do texto importantes instrumentos de proteção ambiental. Isso porque em muitos casos a exceção está junto com a regra principal, que é boa. A presidente não pode vetar apenas parte de uma frase, somente toda ela.

Para cumprir sua promessa eleitoral, a presidente Dilma teria que vetar “propostas que reduzam áreas de reserva legal e preservação permanente”. Novamente nesse caso temos uma lista bem grande de vetos. Mas o que deveríamos estar discutindo não é nada disso. O Brasil é uma potência ambiental e poderíamos estar discutindo de que forma valorizar nossos ativos para construirmos um país justo, com geração de emprego de qualidade e renda sem degradação ambiental, investimento em tecnologia e inovação que permita ao Brasil liderar a transição para o desenvolvimento sustentável, para a economia de baixo carbono.

Esse novo Código Florestal não representa a competição pelo caminho de cima, do ganho de produtividade como fator impulsionador da economia. Por isso, não há outra escolha a fazer, senão vetar tudo. Por isso pedimos o veto total. Dilma, veta tudo.

MARINA SILVA É EX-MINISTRA DO MEIO AMBIENTE