sexta-feira, 27 de abril de 2012

Guardiola é Seleção!!!!

Bem, virou noticia mundial a saída do treinador do Barcelona, Pep Guardiola do comando da equipe. No entanto, a eliminação na liga dos Campeões em nada diminui o talento desse novo treinador que em conjunto com os jogadores do Barcelona nos deu prazer de ver um futebol bem jogado, envolvente e que tem por objetivo sempre o gol.
O futebol  é fascinante e imprevisível, e que as vezes, os mais fracos vencem, com um futebol pragmático, como apresentado pelo Chelsea. No entanto, essa equipe redefiniu a beleza no futebol e está na história, como a seleção brasileira na copa do mundo de 1982. Mas qual o segredo dessa equipe??? Posso esclarecer com uma palavra. Inovação.
A inovação significa a implementação da novidade ou renovação, o que nos revela a uma ideia criativa com método diferente dos padrões anteriores. Com essa ideia em mente, o Barcelona inovou, "diminuindo o espaço do campo, trocando passes por longos minutos, acuando o adversário, empurrando-o ao interior de sua própria área, levando-o ao desespero", como nos diz Edyr Augusto Proença. 
Essa beleza plástica que é o futebol apresentado por messi e cia é uma obra de arte, que nos leva de volta para o estádio. E esse brilho é que está faltando a nossa Seleção Brasileira, sem mencionar a falta de títulos.
Por isso, para a felicidade geral da nação Brasileiro entro na torcida (na verdade, uma brincadeira nas Redes Sociais), para que Guardiola assuma a Seleção Brasileira. Assim esquecemos uma pouco do Cachoeira e cia.
   

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Políticas públicas afirmativas são fundamentais para a redução da desigualdade racial, diz Sistema ONU


25 DE ABRIL DE 2012
NOTA DA EQUIPE DA ONU NO PAÍS
Nesta quarta feira, 25 de abril, está em pauta o julgamento de duas ações que definirão a constitucionalidade das cotas raciais nas universidades brasileiras.
O Brasil, uma das principais economias do mundo e um dos países que melhor resistiu aos efeitos da crise internacional, nos últimos anos reduziu as taxas de analfabetismo, pobreza, desnutrição infantil e aumentou a quantidade de anos de estudos de sua população. No entanto, apesar desses avanços, o País ainda é marcado por fortes desigualdades de gênero, raça e etnia. De acordo com os dados do IBGE (2009), cerca de 70% da população considerada pobre é negra, enquanto entre os 10% mais ricos, apenas 24% são negros.
A comunidade internacional, com base em compromissos assumidos em grandes conferências mundiais realizadas desde meados do século passado, tem envidado esforços para tornar o mundo mais justo. O Brasil, membro das Nações Unidas desde sua criação, em 1945, é signatário de boa parte destes instrumentos, desde os mais gerais, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, até os mais específicos, como a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (CERD).
Tanto a CERD como a Declaração e o Plano de Ação de Durban (documentos resultantes da III Conferência Mundial contra o Racismo, Xenofobia e formas de Intolerância Correlatas, de 2001) instam os Estados signatários a adotar medidas especiais para promover a equidade de raça e etnia, aclarando que a adoção de ações afirmativas seja necessária para contribuir com o exercício pleno dos direitos humanos e das liberdades fundamentais em igualdade de condições.
Nesse aspecto, tais instrumentos internacionais também propõem a implementação de várias recomendações, dentre as quais está incluída a adoção de mecanismos institucionais para a promoção da igualdade racial nas diferentes esferas de gestão da administração pública, como tem feito a União e os Estados brasileiros.
O Sistema das Nações Unidas no Brasil reconhece os esforços do Estado e da sociedade brasileiros no combate às desigualdades e na implementação de políticas afirmativas para a consecução da igualdade de fato, consolidando, assim, o alcance dos objetivos de desenvolvimento do País. O Sistema ONU no Brasil reafirma o seu apoio ao Estado brasileiro e à sociedade civil na aceleração do processo de desenvolvimento nacional por meio da efetivação dos compromissos internacionais assumidos pelo País. Em particular, a adoção de políticas que possibilitem a maior integração de grupos, cujas oportunidades do exercício pleno de direitos têm sido historicamente restringidas, como as populações de afrodescendentes, indígenas, mulheres e pessoas com deficiências.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Excesso de barragens na Amazônia

O Brasil pode ser um dos prejudicados pelos impactos ambientais de dezenas de hidrelétricas planejadas para a Amazônia andina -muitas vezes com estímulo do próprio Brasil. Em estudo publicado no periódico PLoS One, os pesquisadores norte-americanos Matt Finer e Clinton Jenkins fizeram o primeiro mapeamento de todas as 151 usinas propostas na região. Eles concluíram que 47% delas têm alto impacto ambiental. Mais de 80% delas ampliariam o desmatamento devido a novas estradas e linhas de transmissão. E 60% interromperiam o fluxo de cinco dos seis principais formadores do rio Amazonas, com efeitos adversos prováveis no transporte de nutrientes e na migração de espécies. O fato de apenas 19% das 151 usinas terem sido classificadas como de baixo impacto desafia a noção de que hidrelétricas são energia ambientalmente correta - FSP, 19/4, Mercado, p.B7; O Globo, 19/4, Ciência, p.38.

Belo Monte entra em greve na segunda

Os cerca de sete mil trabalhadores da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, vão entrar em greve a partir da próxima segunda-feira, dia 23. O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada do Estado do Pará (Sintrapav), Roginel Gobbo, disse que eles vão esperar 48 horas para que o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) adote as medidas emergenciais necessárias e previstas na lei. Os operários fizeram assembleias nos vários canteiros da obra para discutir as contrapropostas apresentadas pelo consórcio construtor. Uma das reivindicações dos trabalhadores é a redução do tempo de "baixada" (folga dada para visitar a família) de seis meses para três meses. Outra reivindicação não atendida foi o aumento do valor da cesta básica - O Globo, 19/4, Economia, p.34.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Os Mandamentos do Advogado

1º. Estuda. O direito se transforma constantemente. Se não segues seus passos, serás a cada dia um pouco menos advogado.
2º. Pensa. O direito se aprende estudando, mas se exerce pensando.
3º. Trabalha. A advocacia é uma árdua luta posta ao serviço da justiça.
4º. Luta. Teu dever é lutar pelo direito, mas no dia em que encontrares o direito em conflito com a justiça, luta pela justiça.
5º. Sê leal. Leal com teu cliente, a quem não deves abandonar enquanto não o julgues indigno de ti. Leal com o adversário, ainda que ele seja desleal contigo. Leal com o juiz, que ignora os fatos e deve confiar no que dizes, e que, quanto ao direito, vez por outra, deve confiar no que tu lhe invocas.
6º. Tolera. Tolera a verdade alheia na mesma medida em que queres que seja tolerada a tua.
7º. Tem paciência. O tempo se vinga das coisas que se fazem sem a sua colaboração.
8º. Tem fé. Tem fé no direito, como o melhor instrumento para a convivência humana; na justiça, como destino normal do direito; na paz, como substituto bondoso da justiça; e, sobretudo, tem fé na liberdade, sem a qual não há direito, nem justiça, nem paz.
9º. Esquece. A advocacia é uma luta de paixões. Se, em cada batalha, fores carregando tua alma de rancor, chegará um dia em que a vida será impossível para ti. Terminado o combate, esquece tanto tua vitória como tua derrota.
10º. Ama tua profissão. Trata de considerar a advocacia de tal maneira que no dia em que teu filho te peça conselho sobre o seu destino, consideres uma honra para ti propor-lhe que se torne advogado.


(COUTURE, Eduardo J. Los mandamientos del abogado. Montevideo: Fundación de Cultura Universitaria, 2009, p. 9-10)

sábado, 14 de abril de 2012

Rio+20: A falta que faz a fagulha da consciência humana

A proximidade da Rio+20 enseja um novo momentum para a humanidade. É quando, ao menos oficialmente, os mais importantes tópicos que visam a sobrevivência da nossa espécie retornam à “ordem do dia”, tomam vida e voltam a respirar dentro da agenda mundial.
Washington Araújo
E assim se passaram vinte anos desde que o Rio de Janeiro sediou em 1992 a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Rio 92). E após o megaevento vimos se realizar o ciclo social de conferências das Nações Unidas que foi uma maneira encontrada pela Nações Unidas para manter na agenda a discussão dos problemas globais que afetam a humanidade. O principal resultado dessas iniciativas foi a celebração de diversos pactos entre as nações com medidas para enfrentá-los, e dos quais destaco por sua importância as Convenções sobre Mudanças Climáticas, Biodiversidade, Desertificação, a Agenda 21, Carta da Terra, Declaração sobre Florestas, Declaração de Durban. 

Embora tenha sido este o período em que mais se afirmou o princípio da interdependência das nações e ficou muito bem estabelecido que, como habitantes de um único planeta, temos um destino comum a partilhar, um futuro comum a construir, a verdade é que o tema ficou muito longe de empolgar os meios de comunicação que, de forma quase generalizada, optou por circunscrever tanto os eventos quanto os compromissos internacionais assumidos, como assuntos de somenos importância, afetos aos militantes verdes, às organizações da sociedade civil comprometidas com causas universais e aos movimentos alternativos formulando novos modelos para desenvolvimento sustentável. E não passou muito disso. A eterna luta pelo poder nos vários países, os movimentos político-eleitorais com o sobe-e-desce entre direita e esquerda e também os vãos e desvãos da economia internacional receberam cobertura quase que automática, como se o papel da imprensa não fosse outro que não o de assegurar a manutenção do status quo planetário.
 

A agenda midiática preferiu ocupar-se da matéria-presente a ousar alinhavar o futuro. É como se a melhoria das condições climáticas do planeta, a preservação de sua biodiversidade e o estancamento dos processos de desertificação que enfermam a Terra fosse “business” dos setores da vida organizada das sociedades. E, agindo assim, manteve ao largo imensas parcelas da sociedade do cerne das discussões, alheia aos processos postos em movimento pelas Nações Unidas e, de certa forma, completamente no breu da insana ignorância quanto ao que realmente importa – a forma como desejamos escrever o nosso futuro.

A par dessa falta de engajamento dos meios de comunicação que, em uma primeira análise, teria o poder de fazer aterrissar tão formidável agenda ao rés do chão do senso comum, informação fluindo como água corrente dentre os vários espectros da sociedade, o mais dramático nesses anos que vão de 1992 a 2012 é a drástica constatação de que aquilo que deveria ter sido o início da reversão das situações de miséria, injustiça social e degradação ambiental frustrou boa parte das esperanças depositadas nesse processo. E, quando pensávamos que a situação mundial não poderia piorar mais, vimos o quão errados estávamos: sete bilhões de seres humanos vivem hoje as seqüelas da maior crise capitalista desde a de 1929, observam como que impotentes o aumento gigantesco da desigualdade social e da pobreza extrema, com a fome afligindo diretamente um bilhão de pessoas. E, como se não bastasse, presenciam guerras e situações de violência endêmica e o crescimento do racismo e da xenofobia, a violação sistemática dos direitos humanos das minorias religiosas e étnicas.

A proximidade da Rio+20 enseja um novo momentum para a humanidade. É quando, ao menos oficialmente, os mais importantes tópicos que visam a sobrevivência da nossa espécie retornam à “ordem do dia”, tomam vida e voltam a respirar dentro da agenda mundial. E é um chamamento poderoso – penso – para que a imprensa informe à sociedade, com clareza e senso de urgência a natureza dos debates, o perfil dos planos de ações pactuados, a característica das principais estratégias de desenvolvimento sustentável acordados entre o muitos atores sociais – o papel dos governos na mobilização da sociedade civil para, juntos, traduzir a letra fria dos documentos protocolares e diplomáticos para o chão duro da realidade, transformando-os em sementes que possam germinar na terra e nas mentes de homens e mulheres que conseguem identificar no horizonte de suas vidas as silhuetas de novas gerações despontando.

O véu de ignorância que por tantos decênios encobriu a percepção que o sistema de produção e consumo capitalista, representado pelas grandes corporações, mercados financeiros e os governos que asseguram a sua manutenção, não apenas produz como vem aprofundar o aquecimento global e as mudanças climáticas, a perda de biodiversidade, a escassez de água potável, o aumento da desertificação dos solos e da acidificação dos mares, em resumo, a insensata e quase palpável, vista a olho nu, mercantilização de todas as dimensões da vida. É impressionante observar como todas as realidades da vida estão intimamente ligadas, assim como o corpo humano, há que se entender que o que infelicita a parte infelicita o todo: se o dedo mindinho está infeccionado, o corpo todo geme, sofre, padece. E isto encontrá-se a anos-luz do mero debate, quase sempre rasteiro e superficial, entre as diversas ideologias, os vários sistemas econômicos, a muitas concepções políticas sobre o Estado. A imprensa, e aqui a vejo como uma realidade abarcadora, tem inegável protagonismo em favorecer debate mais sólido, robusto e arejado não tão-somente na identificação dos problemas e sim, na formulação de soluções que contemplem o todo e não apenas as partes.

Quando iremos entender que vivenciamos uma crise civilizatória inédita, onde governos, instituições internacionais, corporações e amplos setores das sociedades nacionais, encontram-se firmemente presos ao que é imediato e descartável e profundamente cegos ao futuro, agarrando-se como náufragos a tábuas de salvação que já não conseguem mais flutuar, que bem representam os presentes modelo de economia, governança e valores ultrapassado e paralisante com que lidamos diuturnamente. Paralisante porque a cada novo avanço em direção a identificação da essência dos problemas, perdemo-nos em novos conflitos, mas conflitos comezinhos, em repetidas guerras dos que muito podem contra os que nada podem, com o quase indisfarçável intuito de apenas alavancar a comercialização dos meios de destruição concebidos tenazmente pela indústria bélica dos países considerados – ainda – os mais desenvolvidos do planeta.
 

Longe do cercadinho ideológico que nos tentam imputar, é chegado o momento de ver a situação real em que o mundo se encontra. E o mundo se mostra presa fácil de uma economia capitalista, guiada pelo mercado financeiro global, continuamente comprometido com a busca ilimitada pelo lucro, apoiando a superexploração do trabalho – em especial o trabalho das mulheres e dos setores mais fragilizados da sociedade –, e ainda levando à fornalha de sua insaciável fábrica de miséria a queima dos combustíveis fósseis e a irrefreável corrida pela predação dos ecossistemas.
 

As grandes tragédias humanas e ambientais nascem no pensamento humano e quando o desenvolvimento é igualado ao crescimento, na produção pela produção – baseada na descartabilidade e no desperdício e sem consideração pela qualidade da existência vivida, temos exatamente o que temos: um mundo travado, imerso em longo período comatoso, respirando por aparelhos completamente despojados de seu principal sinal vital – a fagulha da consciência humana, a luz do espírito.

É nesta conjuntura e neste valioso momento político ensejado pela Rio+20 que temos uma oportunidade única para “recriar o mundo”, apontando saídas, as menos sofridas e turbulentas possíveis para o perigoso bem sem saída a que estamos sendo conduzidos.
 

Seria pieguice de minha parte, a julgar pela ação dos atores hegemônicos do sistema internacional e pela mediocridade dos acordos internacionais negociados nos últimos anos, suas falsas soluções e a negligência de princípios já acordados na Rio92, imaginar que o evento em si seja poderoso o suficiente para relançar um ciclo virtuoso de negociações e compromissos duradouros para enfrentar os graves problemas com que se defronta a vida no planeta. Porque entendo que tudo está dentro do planeta. Porque percebo que nada “está fora” do planeta. Tudo está dentro.

Daí que temos que continuar persistindo uma e outra vez mais na luta pelo que é justo, lídimo, necessário, vital e urgente para amenizar a árdua caminhada em nossa velha e sempre muito preciosa terra de granito. E se antes havia recusado convites para estar na Rio+20, agora me sinto ‘empoderado o suficiente’ para nela participar... salvo alguma recaída de última hora.

Insisto uma vez mais: Nada está ‘fora” do planeta simplesmente porque o tudo está “dentro” do planeta.

Washington Araújo é jornalista e escritor. Mestre em Comunicação pela
UNB, tem livros sobre mídia, direitos humanos e ética publicados no Brasil,
Argentina, Espanha, México. Tem o blog http://www.cidadaodomundo.org
Email - wlaraujo9@gmail.com

domingo, 8 de abril de 2012

ALCATRAZ 2

Por motivos diversos, estou afastado do BLOG. Mas não poderia não comentar o final da 1ª Temporada de Alcatraz foi dentro das expectativas, com doses de ação e novos suspenses. 

Quem não acompanhou o Seriado, mas pretende assisti-lo num futuro próximo, não deve continuar a Leitura.

A possível morte da personagem principal, Rebecca Madsen, interpretada por Sarah Jones, foi sensacional num confronto já esperando com seu Avô (Tommy Madsen). Contudo que acompanhou esse seriado sabe muito bem que essa história ainda não terminou.
Mas tudo bem, este seriado não é LOST, assim não teremos uma iniciativa Dharma e seus mistérios, no entanto acho cumpriu seu papel, com um enredo foi bem construído e alguns mistérios já revelados ao final da 1º Temporada.
Por tudo que disse, espero pela renovação para uma 2º temporada, mas para deixar a série com um ritmo um pouco mais acelerado poderemos ter prisioneiros com histórias mais cativantes, seria muito bom. Sem mencionar do porque Tommy Madsen, ser um prisioneiro, especial nesse mistério. Segue a Dica.
  

segunda-feira, 2 de abril de 2012