segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Um Ato Antidesportivo

Depois das cenas de barbárie ocorridas no Egito, em que o esporte se transformou em ato político, o que provocou uma violência destemida que gerou inclusive mortes, eis que mais um exemplo negativo ocorre desta vez sem mortes, mas não menos indigno.
A cena de uma violência sem sentido e desmedida ocorreu em gramados paraenses protoconizada por jogadores do Clube do Remo e do Águia. Contudo a maior violência partiu do jogado Alexandre Carioca, que num ato covarde e desproporcional agrediu o jogador Aldivan, por trás com uma barra de metal. 
Está atitude é lamentável que deve ser severamente punida por tribunais desportivos e pelo poder judiciário, pois uma atitude dessa não é condicente com um atleta profissional, muito menos por um cidadão. Para evidenciar essa situação a cena foi testemunhada pelas câmeras de TV, pois o jogo estava sendo transmitido ao vivo, como por repórteres fotográficos e ganhou repercussão nacional.
Por uma atitude que até o momento não consigo entender, o jogador agredido não apresentou queixa que certamente seria enquadrado como lesão corporal, conforme dispõe o Art. 129 do Código Penal:

Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem:
Pena - detenção, de três meses a um ano.

O crime ora praticado, como não teve nenhum atenuante que agravasse a pena é considerado de natureza leve, com julgamento nos juizado especial criminal, com pena que inclusive poderia ser convertida em prestação de serviços a comunidade.

No entanto está conduta também é passível de punição pela justiça desportiva, que sinceramente espero uma punição adequada, pois está inserida no Art. 254-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que assim dispõe:

Art. 254-A. Praticar agressão física durante a partida, prova ou equivalente.

I - desferir dolosamente soco, cotovelada, cabeçada ou golpes similares em outrem, de forma contundente ou assumindo o risco de causar dano ou lesão ao atingido;
II - desferir chutes ou pontapés, desvinculados da disputa de jogo, de forma contundente ou assumindo o risco de causar dano ou lesão ao atingido.

PENA: suspensão de quatro a doze partidas, provas ou equivalentes, se praticada por atleta, mesmo se suplente, treinador, médico ou membro da comissão técnica, e suspensão pelo prazo de trinta a cento e oitenta dias, se praticada por qualquer outra pessoa natural submetida a este Código.

Após os fatos amplamente vistos pela mídia, espero serenidade da justiça desportiva do Estado do Pará e punição dos culpados neste ato de violência desmedida e que essas atitudes não sejam mais repetidas.

Nenhum comentário: