sábado, 28 de janeiro de 2012

Por uma Educação Libertária

 Todos deveriam refletir um pouco a respeito da Educação que queremos do País e enquanto profissionais e estudantes (que sempre seremos), questionar e reivindicar melhoras, para se alcançar uma Educação de qualidade.
A Educação, como aprendi com o mestre Meirevaldo Paiva, deve ser questionadora para ser tornar libertária, ou seja, transformadora da realidade social. Até porque somente mediante o conhecimento, mudaremos nossa realidade e nosso futuro, com independência.
Foi assim, com um sentimento de indignação que me envolveu quando li essas palavras, retiradas no e-grup da Associação Brasileira de Ensino de Direito - ABEDI. 
Esse sentimento de indignação deve ser compartilhado por todos os cidadãos. Eis as palavras!!!!



ALUNOS ou BOIS (isto é, gado)?

Que a Educação na América Latina seja o espelho de sua história, nenhuma novidade.

Que a Educação na América do Sul seja a conseqüência imediata dos “coturnos” idiotizantes dos militares idiotizantes (tudo assim sem vírgula), nenhuma novidade.
... Que a Educação no Brasil tenha se tornado objeto de comércio multifacetado (quero dizer, mil faces do mesmo monstro mercenário), nenhuma novidade.
Que o Ensino Jurídico tenha se tornado a galinha dos ovos de ouro de um sem número de aventureiros, empreendedores, garimpeiros, latifundiários do ensino, direta e indiretamente, vendendo ilusões e formando aquela classe de egressos “C”, nenhuma novidade.

Mas, fiquei surpreso mesmo ao saber que um curso latifundiário do ensino jurídico, que utiliza o nome do bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, resolveu, sob a omissão do MEC, demitir todos os professores (mais de 1000) porque tinham, pasmem, título de Mestre e de Doutor, ficando, apenas com os graduados ou especialistas.

Foram demitidos porque estudaram, pesquisaram, defenderam um tema e uma tese e receberam, com mérito, títulos de Mestre e Doutor!!!

Explico melhor: a surpresa não se refere à ação do curso latifundiário nem da omissão do MEC em face das demissões dos profissionais titulados, não!

Garimpeiros, Empreendedores, Vampiros, Extrativistas, Latifundiários (todos no Ensino) realmente fazem assim: a educação é um objeto de comércio!
Também não fiquei surpreso que nenhum dos milhares de alunos deste latifúndio não saiba que seu curso tenha o nome de um dos bandeirantes (também seria exigir muito deles em termos de história!)

O que me surpreendeu é que os alunos (ou seriam apenas matriculados?) nada fizeram, sequer ficaram incomodados com esta ação. Não esboçaram um movimento que, de longe, pudesse fazer compreender que são pessoas pensantes, alunos de verdade que buscam mais que um “diproma”: conhecimento!

A surpresa é saber que pessoas, após um vestibular de mentira, tornam-se bois. E bois são bois, isto é, gado: gado matriculado, marcado, emudecido, drogado, narcotizado, emburrecido, impermeável que vai, sem dúvida ao matadouro!

Pietro Nardella-Dellova, in ERGA OMNES, 2012

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