quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Debate da Divisão do Pará

Chegamos ao fim do Debate "Pseudo Eleitoral" sobre a proposta da divisão do Estado do Pará, o que tornou um dos assuntos mais comentados no Twitter, um termômetro pós - mordeno da popularidade do momento.

Em minha opinião, a proposta de divisão é inviável política e economicamente, contudo este plebiscito e este debate perderam a oportunidade de se discutir uma efetiva proposta de desenvolvimento, para o Estado e para a Amazônia, como investimento em ciência, tecnologia e no uso sustentável da biodiversidade.

Acredito que este que essa proposta de divisão não interessa ao povo do Pará, criando um ressentimento entre a população nas regiões do Estado, baseado num plebiscito único na história recente deste país, pois as propostas de uma nova configuração federativa no país não são baseadas em consensos, como no passado, na criação dos estados do Tocantins e do Mato Grosso do Sul.

Neste debate, ora nos imposto, o que mais me impressiona é a proposta da nova configuração territorial dos Estados do Carajás e do Tapajós, muito interessados que estão em incluir os municípios de Tucuruí e Altamira, em seus respectivos territórios, visto o interesse nos royalties oriundos da Hidrelétrica de Tucuruí e na "futura" Hidrelétrica de Belo Monte.

Entretanto, os partidários da não divisão do Estado não são a sacralização do Bem (em que pesem o meu respeito ao meu amigo de faculdade e hoje Deputado Estadual Celso Sabino), não por serem pessoas de todo ruins, mas por não ter um discurso de desenvolvimento para todas as regiões do Estado, pois há muito tempo, os políticos de Belém perderam a capacidade de serem estadistas e não possuem propostas para o desenvolvimento do Estado, contudo numa configuração territorial menor não resolveremos melhor nossos problemas socioeconômicos, até porque os problemas na área de saúde, educação e oportunidade de emprego atinge a população tanto de Curralinho como a do bairro da Terra Firme, área periférica de Belém. 

A meu ver esse debate só interessa a determinados grupos políticos e seus interesses, e isso eu posso inferir pelas palavras do Deputado Giovanni Queiroz no Jornal Diário do Pará, página 4, no dia 01 de Dezembro de 2011, que reproduzo: "depois vem o natal, as férias, os ânimos arrefecem", ao comentar as contundentes críticas feitas, pelos partidários da divisão do Estado, ao governo e ao governador do Pará e como isso se refletirá na base aliada do governo pós-pleblicito.

Assim seja qual for o resulto do dia 11 de Dezembro, já sei quem sairá derrotado nesta disputa. O Povo do Pará.
 


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