sábado, 26 de junho de 2010

Pará é líder em degradação

Levantamento do Imazon revela que Estado ocupa novamente o 1º lugar no ranking do desmatamento
O Pará, mais uma vez, está no topo das estatísticas de desmatamento da Amazônia Legal. Ele ocupa o primeiro lugar da lista, que tem o Mato Grosso como segundo colocado. De agosto de 2009 a maio de 2010, o desmatamento na Amazônia atingiu 1.161 km² contra 1.084 km² no mesmo período do ano passado, o que representa um aumento de 7%. Deste total, o Pará ocupa uma fatia de 44%, enquanto o Mato Grosso chega a 25%. Mesmo assim, ainda há motivos para comemorar, já que houve redução no desmatamento nos últimos dois meses, abril e maio.

Segundo estatísticas do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), em abril o desmatamento foi de 65 km², com queda de 47% em relação ao mesmo mês no ano passado. Em maio, a redução foi de 39%, pois foram somados 96 quilômetros de desmatamento.

O desmatamento de agosto de 2009 a maio de 2010 resultou no comprometimento de 76 milhões de toneladas de CO2, devido às emissões diretas por meio de queimadas e decomposição de resíduos de biomassa florestal. Isso representa um aumento de 9% em relação ao mesmo período anterior, de agosto de 2008 a maio de 2009, quando o carbono florestal afetado pelo desmatamento representou 69 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

Em abril de 2010, os 65 quilômetros quadrados de desmatamento detectados na Amazônia Legal comprometeram 1,2 milhão de toneladas de carbono. Isso representa uma redução de 54% em relação a abril de 2009, quando o carbono florestal afetado foi de 2,6 milhões de toneladas. Em maio de 2010, a estimativa de carbono afetado pelo desmatamento foi de 1,8 milhão de toneladas, o que representa uma redução de 41% em relação a maio de 2009.

Em relação à degradação florestal - a exploração da floresta pela atividade madeireira e queimadas -, a área total afetada em abril e maio de 2010 foi de 64 km². Desse total, 46% ocorreram em Mato Grosso e 36% no Pará. O restante da degradação ocorreu no Acre (7%), Amazonas (6%) e Rondônia (5%).

Cobertura - Foi possível, nos meses de abril e maio de 2010, monitorar aproximadamente metade da área florestal da Amazônia Legal devido à cobertura de nuvens na região. Tanto em abril quanto em maio de 2010, a região não mapeada corresponde à 70% da área de floresta do Amapá, Pará e Roraima. Nesses Estados, a cobertura de nuvens dificultou o monitoramento do desmatamento durante os meses de análise.

Fonte: Amazônia Jornal Edição de 26/06/2010



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